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    Aquele da crise dos 23 quase 24

    Em Eu · 18 out 2017

    É muito louco olhar pra trás e ver como as prioridades, sonhos e planos mudaram de cinco anos pra cá, já parou pra pensar o quanto algumas coisas que eram essências antes, hoje já não tem tanto valor, beirando ate mesmo ao “tanto faz” devido as mudanças que aconteceram?

    Eu sei, cinco anos é muita coisa, então vamos reduzir para dois anos, nesses dois anos, o que era prioridade pra você? Continua sendo? O que tem feito para ir atrás delas? E agora que foi atrás, qual o próximo passo? Aqui ta tudo diferente, e eu percebi que nesse espaço de tempo muita coisa mudou e que talvez isso tenha a ver com o fato de estar crescendo/amadurecendo.

    Pode ser meio besta, mas é meio surreal quando eu paro pra perceber que de uma adolescente em transição pra vida adulta, hoje eu sou considerada de fato uma adulta, responsável e que teoricamente faz coisas de adulto (bem ou não) como tomar decisões difíceis de maneira sensata por exemplo, mas e se eu errar nessas escolhas?

    Eu sei, errar é humano, eu sei também que não é porque sou considerada adulta que tenho que fazer tudo certo, mas percebe que quando a gente vira “adulto” as expectativas das pessoas sobre nós só aumenta em uma proporção imensa, e quando se vê já ta escrevendo textos (como esse) com duvidas e dramas que talvez nem tenha fundamento, pois como o titulo diz é uma crise, ou talvez tenha sim fundamento e eu não esteja pensando caraminholas sem fundamento algum.

    Pelo sim ou pelo não, é meio doido isso de crescer e eu sinceramente não lembro quando isso aconteceu, em um dia eu tava brincando com minha mãe de casinha, em outro eu já tava formada em jornalismo com todas essas paranoias, paranoias essas que talvez nem eu faça ideia de como lidar, e é nessas horas que penso no que digo constantemente para Nicolas: “Percebe Evair, a petulância do cavalo?”

    Claramente, o cavalo no caso, é a vida (de adulto), e a petulância, é o modo como ela nós faz crescer de uma hora pra outra, tão depressa que quando se nota, a gente já ta com vinte e tantos, e depois trinta e tantos, e depois meu caro, já não tem essa de focar nessas crises, ou ate tem sim, eu não sei, na verdade quem é que sabe?

    Essas crises estão ai pra serem vividas e respeitadas e quando essa minha chegou relutei para deixa-la entrar, mas notei que sua “petulância” não me deixaria quieta ate que eu a colocasse enfim pra fora, expô-la para que depois ao lê-la pudesse analisar e talvez entende-la com um cuidado que talvez não fosse possível fazer se não tivessem aqui, no meu espaço de desorganização constante.

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